terça-feira, 8 de novembro de 2011

E se...:ensaio sobre a melodia dos devires humanos


Os cenários utópicos humanos exigem, cada vez mais, a compreensão de nossa humanidade. Essa exigência parece se tornar nebulosa quando o comprometimento frente ao Outro, à diferença alheia, se liquifaz frente à tarefa de satisfazer um "monstro" no qual não pode ser saciado. O interesse particular continua a ser aquele caminho infinito o qual jamais poderá ser satisfeito de modo pleno. A expressão "E se..." é um ótimo exemplo de como as utopias tomam forma num mundo no qual acredita que esse aparente "relativismo" é a oportunidade de se exercer, sem qualquer medida, a(s) Liberdade(s). Parece que essa expressão - Liberdade - denota o máximo do desprezo alheio, especialmente na seara humana. Esquecem que a Liberdade, enquanto conquista histórica e manutenção do Direito - direito à vida, a não ter medo (de pessoas e instituições), de ter mínimo existencial ao desenvolvimento, à paz -, somente se torna eficaz quando Estado e Sociedade (nacional ou transnacional) debatem, de modo sério, profundo e sereno, suas mazelas, suas vitórias, enfim, sua humanidade. Os devires que permeiam a vida de todos os dias revelam o que precisa ser protegido por meio da Norma Jurídica. Entretanto, esse cenário se torna de difícil realização porque: a) a acomodação gerada pela Modernidade faz com que as pessoas não visualizam resultados imediatos nos devires; b) torna-as descrentes sobre sua possível realização porque implica em mudança de postura; c) a tarefa de compreender a própria humanidade revela muitas facetas - positivas e negativas - as quais é melhor, para a maioria, não as trazer para o campo da humanização. Por esses motivos, o espaço cotidiano demonstra inúmeros mistérios, modos de se conviver, mas a cegueira da nossa atual (sobre)vida impede-nos de atingir perspectivas genuínas de se estreitas os laços entre todos que são rememoradas especialmente pelos Direitos e garantias considerados fundamentais. Reitero: A expressão "E se..." é um jardim imperfeito, cheio de possibilidades, inclusive conflitantes, mas não menos humanos. Demonstra a vida do espírito individual e coletivo proposto a traçar novas linhas para o mapa da geografia humana no século XXI. "E se..." é a materialização da utopia originária presente na infinitude da alma.

Um comentário:

  1. Amamos este blog inclusive vcs fazem parte da nossa lista de blogs. Poderia nos colocar em sua lista tb! Forte abraço - direito7.blogspot.com

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