domingo, 26 de dezembro de 2010

Sob os céus de Buenos Aires...

Caros(as) leitores(as), estou curtindo meu merecido repouso em terras argentinas. Percebe-se, claramente, que os efeitos da política econômica tiraram boa parte da vida habitual dessas pessoas. Existem lugares que, sob o sentido literal da expressão - inclusive em termos geográficos -, o cidadãos foram colocados à margem de sua condição de humanidade. Existe um cenário típico que é o centro - de cunho europeu (como sempre) - e outro muito periférico. Na frente da casa rosada existem protestos quase todos os dias. Entretanto, na perspectiva cultural, o povo não perdeu nada de seu encanto e cordialidade. Apesar da vida ser corrida - como em todos os centros urbanos - as ruas ainda guardam aquele convite que nos permite sair do castelo de nossas individualidades e abraçar a vida comum de todos os dias. Esse, como diria Maffesoli, é o laço que nos une e nos permite sentir a vida como se pudéssemos escutar a grama crescer. O pulsar desses significados precisa penetrar na pele e correr nas nossas veias sanguineas para se rememorar nossa condição de humanidade. Seria como dançar um belíssimo tango com as notas que existem em cada esquina, em cada acordeão que torna o ser existente único nesse universo de percepções e idéias.

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