sábado, 25 de julho de 2009

Faço minhas as palavras do amigo e mestre Juliano Keller do Valle: PARABÉNS A VOCÊ CARO PROFESSOR ALEXANDRE ROSA



Ao Professor Dr. Alenxadre Morais da Rosa, desejo tudo de bom nessa data festiva e tenho certeza de que o mencionado Professor é um dos poucos magistrados no Estado de Santa Catarina, quiçá do Brasil - aqui presto minha homenagem também ao magistrado Gerivaldo Alves, nos quais não se acomodou e tampouco concordou com um sistema que continua preservando seu caráter neoliberal com desprezo à pessoa e os seus clamos diante de um ESstado na qual nega sua existência. Se quisermos modificar, aos poucos, esse cenário altamente excludente, é necessário uma forte reflexão teórica-prática que satisfaça às novas e complexas demandas sociais. A lei sozinha não pode mais ser o ÚNICO instrumento de construção do Direito. A experiência da existência revela múltiplos diálogos que revela os matizes da vida social. Carísimo Professor Alexandre, no qual terei o privilégio de ser seu aluno - FINALMENTE - nesse segundo semestre de 2009 no programa de Doutorado da Universidade do Vale do Itajaí - UNIVALI, desejo muita paz e saúde nesse dia e que a luta continue na preservação e manutenção de uma ordem social desejável (Burdeau).

Transcrevo, também, a homenagem feita pelo meu Mestre e amigo Professor MSc Juliano Keller do Valle:

Conheci o Alexandre na década de 90, fruto de amizades em comum. Somos da mesma geração que começou com a ditadura a pleno vapor, passou por uma anistia, depois por inúmeros planos econômicos, por um presidente que não tomou posse, e por um impeachment. Fui reencontrá-lo somente em 2005, no Curso de Mestrado da Univali. A vida da gente tem períodos, marcos, e o fato do Alexandre ter cruzado a minha vida naquele ano, fez a minha mudar. O Alexandre poderia ser o que quizesse que seria o melhor, mas ele optou justamente para uma das profissões mais difíceis do mundo que é a de julgar alguém. Fez concurso para o TJ/SC e passou em primeiro lugar. Poderia ter se acomodado no mundo burocrático das sentenças, dos despachos, das audiências, mas não. Continuou na academia, foi discípulo de dois oráculos: Prof. Sérgio Cademartori (Mestrado) e o Prof. Jacinto Nelson de Miranda Coutinho (Doutorado), e passou a fazer muito barulho - 'azucrinar' como ele gosta de dizer. Paga um preço altíssimo por tudo isso, mas o Alexandre não é refém da Lei. O Alexandre não é refém de ninguém. O Alexandre não tem 'juizíte'. Foi durante as suas aulas que consegui resgatar dentro de mim que, sendo advogado, poderia voltar a lutar contra os absurdos de uma sociedade paranóica que vivemos, de um jeito ou de outro. Quando estava sem pai nem mãe no Mestrado, foi ele que apostou em mim, e, em meio a alguns charutos (dele), em julho de 2006 discutimos as linhas iniciais do que seria a minha dissertação. O diálogo com ele, dali em diante foi e continua sendo uma das melhores experiências da minha vida acadêmica. Hoje (25 de julho) é seu aniversário, e daqui te dou os parabéns com todo o carinho de teu eterno aluno, porque uma vez meu professor, sempre meu professor.
Obrigado por tudo.

Um comentário: